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Todos os dias o Miguel, filho do dono da mercearia, rouba pastilhas elásticas ao pai para as vender aos colegas na escola.
Os colegas, cujos pais só lhes dão dinheiro para uma pastilha, não resistem e começam a consumir em média cinco pastilhas diárias, pagando uma e ficando a dever quatro.
Até que um dia, quando já todos devem bastante dinheiro ao Miguel, ele conversa com o Cabeças, - alcunha do matulão da escola, um tipo que já chumbou quatro vezes - e nomeia-o como a sua agência de rating.
Basicamente, cada vez que um miúdo quer ficar a dever mais uma pastilha ao Miguel, é o Cabeças que dá o aval, classificando a capacidade financeira de cada um dos putos com "A+", "A", "A-", "B"...e por aí fora.
A Ritinha, que já está com uma dívida muito grande e com um peso na consciência ainda maior, acaba por confessar aos pais que tem consumido mais pastilhas do que devia.
Os pais, percebendo que a Ritinha está endividada, estabelecem um plano de ajuda para que ela possa saldar a sua dívida, aumentando-lhe a semanada mas obrigando-a a prometer que não irá gastar mais enquanto não pagar a dívida contraída.
O Cabeças quando descobre isto, desce imediatamente orating da Ritinha junto do Miguel que, por sua vez, passa a vender-lhe cada pastilha pelo dobro do preço. A Ritinha, já viciada em pastilhas, prolonga o pagamento da sua dívida, dividindo o Miguel o lucro daí obtido com o Cabeças que, sendo o mais forte, é respeitado por todos.
In blog "Partilhar Diferenças"
(Autora Desconhecida)
Querido Diário
8 de Janeiro
Passei no exame de condução!
Posso agora conduzir o meu próprio automóvel,
sem ter de ouvir as recomendações dos instrutores, sempre a
dizerem-me "por aí é sentido proibido!" Vamos em contramão!",
"Olha a velhinha! Trava!
Trava!", e outras coisas do género.
Nem sei como aguentei estes últimos dois anos e meio.
Querido Diário
12 de Janeiro
A Escola de Condução fez-me uma festa de despedida.
Os instrutores nem sequer deram aulas. Um deles disse
que ia a missa, julgo que vi outro com lágrimas nos olhos e
todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar.
Achei simpática a despedida, mas penso que a minha carta
não merecia tal exagero.
Querido Diário
14 de Janeiro
Comprei carro, infelizmente tive que deixar o carro no
concessionário, para substituir o pára-choques traseiro,
pois quando tentei sair, meti marcha-atrás em vez de primeira.
Deve ser falta de prática. Há uma semana que não conduzo!
Querido Diário
22 de Janeiro
Já tenho o carro. Fiquei tão feliz ao sair do "Stand", que resolvi
dar um passeio.
Parece que muitos outros tiveram a mesma ideia,
pois fui seguida por inúmeros automóveis, todos a buzinar
como num casamento. Para não parecer antipática,
entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 à hora.
Os outros gostaram buzinando ainda mais.
Querido Diário
31 de Janeiro
Os meus vizinhos são impecáveis.
Colocaram posters avisando em grandes letras:
"ATENÇÃO ÀS MANOBRAS ", marcaram com tinta branca
um lugar bem espaçoso para eu estacionar e proibiram
os filhos de sair a rua enquanto durassem as manobras.
Penso que é tudo para não me perturbarem.
Ainda há gente boa neste mundo...
Querido Diário
10 de Fevereiro
Os outros automobilistas estão sempre a buzinar e acenar-me.
Acho isso simpático, embora um pouco perigoso.
É que um deles apontou para o céu com odedo espetado.
Quando procurei ver o que me apontava, quase bati.
Valeu que eu ia na minha velocidade de cruzeiro de 10 à hora.
Querido Diário
19 de Fevereiro
Os outros automobilistas têm hábitos estranhos.
Para além de acenarem muito,
estão sempre a gritar. Não os ouço, por ter os vidros fechados,
mas julgo que me querem dar informações.
Digo isto porque julgo ter percebido um a dizer
"Vai para casa". A ser verdade, é espantoso. Não sei como ele
adivinhou para onde eu ia.
De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o
botão de abrir os vidros vou tirar muitas dúvidas.
Querido Diário
26 de Fevereiro
A cidade é muito mal iluminada.
Fiz hoje a minha 1ª condução nocturna e tive
de andar sempre nos máximos, para ver convenientemente.
Todos os automobilistas com quem me cruzei pareciam
concordar comigo, pois também ligaram os máximos
e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham.
Só não percebi a razão das buzinadelas.
Talvez para espantar qualquer cão ou gato. Sei lá.
Querido Diário
3 de Março
Hoje tive um acidente. Entrei numa rotunda,
e como havia muitos automóveis
(não quero exagerar,
mas deviam ser, no mínimo, uns quatro),
não consegui sair.
Fui dando voltas bem juntinho ao centro,
à espera de uma oportunidade,
de tal forma que acabei por ficar tonta
e fui chocar com o monumento ao
centro da rotunda.
Acho que deviam limitar a circulação nas rotundas
a um carro de cada vez.
Querido Diário
15 de Março
Estou em maré de azar.
Fui buscar o carro à oficina e, logo a saída troquei
os pés, acelerando a fundo em vez de travar.
Abalroei um carro que ia a
passar, amassando-lhe todo o lado direito.
O automobilista era, por coincidência, o engenheiro
que me fez o exame de condução.
Um bom homem, sem dúvida.
Insisti em dizer-lhe que a culpa era minha,
mas ele educadamente,
não parava de repetir:
"Que Deus me perdoe! Que Deus me perdoe!"

O Sol quando nasce não é para todos!
Desiludam-se os que julgam que é.
Pois aqui vos juro por minha fé
Ter sonhado que do Céu caía a rodos
Muita sopa, muito leite e mais café!
E vi os ricos, homens e mulheres
Tudo comer, sem nada cair no chão.

Tinham grandes e boas colheres...
E vi que os pobres nada comiam
Porque em vez das colheres traziam
Apenas e só... um garfo em cada mão!

Moro ali mesmo na Graça
Na mais alta das colinas
Por onde todo o dia passa
Muito turista que devassa
As ruelas estreitinhas!
Mas que nome tão bizzaro:
-Rua e Beco das Beatas-
Será assim e retratas
Os restos de um cigarro,
Ou como alguém dizia
As ratas de sacristia?
Meu passatempo favorito
É no "vinte e oito" da Carris
Ouvir o turista aflito
Dizer: "eu nem acredito!
Passou mesmo por um "triz"!
Na verdade é demais,
Como o vinte e oito passa
Nas Escolas Gerais
Roçando paredes e "taipais"
Rumo ao Largo da Graça!
Não há quem arrisque
A cabeça na janela...
E o mais perigoso e triste
É a miudagem que insiste
Em dependurar-se nela!!!
Murmurava a brasileira
Sentada lá na frente:
-"Oi cara! nesta carreira,
Se não cuidas da carteira
A cuidar dela, tem gente!!!
NO MERCADO DA RIBEIRA
NÃO VI ROMANCES DE AMOR...
NEM SEI SE ERA PEIXEIRA
AQUELA IDOSA BREJEIRA
DE OLHAR PROVOCADOR.
EM VEZ DISSO FUI ACHAR
MUITA GENTE...MUITA IDADE...
NUNCA PODERIA IMAGINAR
QUE SE ATREVESSEM A MUDAR
O EX-LIBRIS DA CIDADE...
DOMINGO AO CAIR DA TARDE
NAO HÁ IDOSO QUE RESISTA,
AO RECORDAR A MOCIDADE...
HÁ MENOS PERNAS QUE SAUDADE
EM RODOPIO PELA PISTA.
CADA UM DANÇA O QUE SABE,
OUTRO DANÇA COMO PODE...
A MÚSICA TRAZ SAUDADE
E NA HORA DA VERDADE
BAILA O RICO...DANÇA O POBRE.
L
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