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Tente ler
sem errar:
O gato Assim fez
O gato É fez
O gato Que fez
......O gato Se fez
O gato Mantém fez
O gato Um fez
O gato Anormal fez
O gato Ocupado fez
O gato Por fez
O gato Dez fez
O gato Segundos fez
Agora leia somente a terceira palavra
de cada uma das frases e...
(Ana Catarina Mesquita)
È muito querido o meu gatinho!
Assim
Que me apanha a jeito,
Se eu o não assustar,
Consegue subir no meu peito e
Brincar sem arranhar
Com os botões da camisa!
Amigo como ele, eu não conheço!..foi
Apanhado lá na rua, mas
Nesta vida alguém por desplante lhe chamou
Ratoeira ambulante
Agora leia só a primeira palavra
(è assim que se consegue brincar com amigo apanhado nesta ratoeira)
O rir dá saúde
Diz a medicina
E tem razão!
Existem muitos risos
Nos risos se definem
Sentimentos ou não!
O riso de uma criança
Será o melhor do mundo!
Quer queiram ou não!
Há o riso e o sorriso
São sinónimos
Usa-se mais riso
Mas adoro
A expressão sorriso
É mais forte na sonância
Mas mais carinhosa
Do que riso!
Sorriso também é esboço
Esboço de riso é sorriso
É o riso de uma criança
E o teu sorriso que me encanta!
José Fernando Maltez
Entrei apressado e com muita fome no restaurante.
Escolhi a mesa mais afastada do movimento,
pois queria aproveitar os poucos minutos
de que dispunha naquele dia atribulado
para comer e consertar alguns erros de programação
de um sistema que estava desenvolvendo,
além de planear minha viagem de férias.
Pedi um bifinho com batata frita,
uma salada e um sumo de laranja,
pois afinal de contas…
fome é fome, e dieta é dieta…
Abri meu PC Portátil
e assustei-me com aquela voz
baixinha atrás de mim:
-Tio, dá um trocado?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
- Tio, pede para colocar margarina e queijo também.
Vi que o menino tinha ficado ali.
- OK, mas depois me deixe trabalhar,
estou muito ocupado!
Minha caixa de entrada estava lotada de e-mails.
Fiquei distraído lendo poesias, vendo as formatações lindas,
dando risadas com as piadas malucas.
Ah! Essa música me leva a Londres
e a boas lembranças de tempos idos.
Chega a minha refeição.
Faço o pedido do menino,
e o empregado pergunta
se quero que mande sair o garoto.
Minha consciência impede-me de o fazer.
Digo que está tudo bem.
- Deixe-o ficar. Traga o pão
e uma refeição decente para ele.
Então o menino
sentou-se à minha frente e perguntou:
-Tio, o que está fazendo?
-Estou lendo uns e-mails.
- O que são e-mails?
-São mensagens eletrônicas
mandadas por pessoas via Internet.

Sabia que ele não iria entender nada,
mas para me livrar de maiores questionários disse:
-É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Tio, você tem Internet?
-Tenho sim, é essencial no mundo de hoje.
-O que é Internet, tio?
- É um local no computador
onde podemos ver e ouvir muitas coisas,
notícias, músicas, conhecer pessoas,
ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender.
Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual, tio?
Resolvo dar uma explicação simplificada,
novamente na certeza que ele pouco vai entender
e vai deixar-me comer a minha refeição em paz.
- Virtual é algo que imaginamos…
mas que não podemos ter, pegar, tocar. …
É lá que criamos um monte de coisas
que gostaríamos de fazer.
Criamos nossas fantasias,
transformamos o mundo
em quase tudo o que queríamos que fosse.
- Legal isso. Gostei!
-Mocinho, você entendeu o que é virtual?
-Sim, tio, eu também vivo neste mundo virtual.
- Você tem computador?
-Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual.
-Minha mãe fica todo dia fora,
só chega muito tarde,
quase não a vejo.
Meu avô fica todo o dia
sentado na cadeira de pau,
imaginando que é rodas…
mexe a boca, fingindo mastigar,
embora sem dentes,
para comer nem para escovar.
Eu fico cuidando
do meu irmão pequeno
que vive chorando de fome,
e eu dou-lhe água,
para ele pensar que é sopa.
Minha irmã mais velha
sai todos os dias,
diz que vai vender o corpo,
mas eu não entendo,
pois ela sempre volta com o corpo.
Meu pai está na cadeia há muito tempo,
imaginando o dia em que vai sair.
E eu sempre imagino
nossa família junta, casa cheia e não vasia…
muita comida, muitos brinquedos no Natal,
e eu indo ao colégio para ser médico um dia…
Então tudo isto, meu tio, é ou não é virtual?
Fechei meu portátil,
antes que as lágrimas
caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino terminasse de,
literalmente ,'devorar' o prato dele,
paguei a conta e dei o troco ao garoto,
que me retribuiu com um dos mais belos
e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida,
e com um 'obrigado tio, você é legal!'.
Autor Desconhecido
Texto melhorado e adaptado
(Retirado de uma apresentação em pps)
Por Jottamota
Uma formiguinha
fartava-se de trabalhar
desde o sol nascente
ao sol poente!
Nunca a viram
pelos campos a vadiar…
O seu único desejo é
que aumente
as provisões
para que aguente
o rigor do inverno
que vai chegar…
Nem aproveitava
a brisa do fim de tarde…
Enquanto a cigarra,
se divertia na cidade,
com muitos amigos
e amigas numa boa,
como quem leva
a vida sempre à toa…
Come, bebe
e melhor dança
em corrupio
sem pensar
se vem ou não
o frio!
Terminada a época
do estio
a formiguita
exausta
de tanto trabalho
preparava já
o recolhimento
à sua pequena casita,
quando a Cigarra
lhe bate á porta e diz:
-Olá amiga!
Vou viajar para Paris
Podes cuidar
de minha casa?
-Sim… sem dúvida,
pois…é claro…
Mas como
conseguiste tanto dinheiro
para esse casaco
tão bonito e esse carro…
um Ferrari…
conta-me lá primeiro…
-Imagina que
estando eu a cantar,
a semana passada
naquele bar,
um produtor
gostou tanto
do que cantei
e do que fiz
que acabou
por me contratar
e lá vou eu
até Paris!
-A propósito!
Queres alguma coisa de lá?
-Sim! - Diz a formiga então:
Se o” La Fontaine “ainda viver
da minha parte lhe podes dizer
que é um grande aldrabão!!!
(Adaptação de José Mota)
No parque, uma senhora sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse:
- Aquele ali é meu filho, o de camisola vermelha deslizando no escorrega.
- Um bonito garoto - respondeu o homem. E completou:
- Aquela de vestido branco, pedalando na bicicleta, é minha neta.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua neta:
- Joana, vamos! Está na hora de voltarmos!
- Mais cinco minutos, avô...Por favor!!!. Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Joana continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração. Os minutos passaram, o avô levantou-se e novamente chamou a neta:
- Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Joana pediu:
- Mais cinco minutos,avô. Só mais cinco minutos!

O homem sorriu e disse:
- Está certo!
- O senhor é certamente um avô muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
- O irmão mais velho de Joana foi morto no ano passado por um motorista bêbado,quando andava de bicicleta perto daqui.
Eu nunca passei muito tempo como meu neto e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.
Eu prometi não cometer o mesmo erro com Joana. Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta...
Mas, na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar...
Fui nascido e criado numa freguesia que a linha do comboio do Douro dividia ...
Não me lembro da sua construção, mas minha avó falava muitas vezes no "Caminho do Inferno", em vez de dizer "Caminho de Ferro".
Para as mentalidades do povo da aldeia nos finais do século dezanove, a chegada do comboio era o prenúncio de muitas desgraças:
os operários não apareciam na Missa de Domingo, mas trabalhavam de sol a sol, sem respeito pelos dias santos...
As locomotivas cuspiam fagulhas que o vento espalhava por toda a parte e minha avó, quando à noite se ouvia o apito estridente do comboio que se aproximava, levava-me até à janela para eu ver o fogo, escutar o ruído, cheirar o fumo negro e dizia:
- Vês? aquilo é obra do diabo...o inferno passa por aqui... Se não rezares muito nem fores à igreja, um dia o demónio leva-te para aquele fogo!
E eu, uma criança de três ou quatro anos ia para a cama assustado...Depois sonhava com os comboios que adorava ver exalar tanto vapor branquinho, fagulhas cintilantes e assustar as ovelhas e galinhas que eram criadas de um e de outro lado da linha... Nunca sonhei com o inferno nem com as retaliações que aquela avó tanto apregoava...
Depois fui crescendo e aprendendo que a vida campestre se regulava pela passagem dos comboios... Pelas seis horas da manhã saía do Marco o "Recoveiro" que parava em todas as estações e apeadeiros... Era o mais barato e ditava a hora de sair da cama de todo o pessoal da aldeia....
-Vamos à vida!!! o "Recoveiro" já lá vai... - Era o que os lavradores diziam aos moços da lavoura que saiam da cama com olhares turvos e caminhar cambaleante da sonolência que pedia mais repouso...
Depois cerca das dez horas vinha o "comboio correio" procedente do Porto e era tempo de se "comer o caldo" na malga que continha couves, feijão, batata... e era "adubado" com "pingo" de porco ou um fio de azeite.
O pingo era a gordura da carne de porco onde os rojões tinham sido cozinhados uns dias depois da "matança" do bicho...com o frio transformava-se em banha!
A hora do meio dia era determinada pelo cruzamento de duas composições: uma que vinha do Marco e seguia para o Porto e outra que vinha do Porto e seguia para a Régua.
Pelas três da tarde era a hora da "merenda"...quando passava o "comboio canário" onde vinham as caixas do peixe com sardinhas, carapaus e chicharros...
Nesta altura a "Micas Sardinheira" vinha da estação da Livração com a sua canastra repleta de peixe que ia apregoando pela freguesia de porta em porta...
Uma Garota de nove para dez anos escreveu:
"Uma avó é uma mulher velhinha que não tem filhos.
Ela gosta dos filhos dos outros.
Um avô leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescas, bola e outros assuntos parecidos.
As avós não fazem nada e por isso podem ficar mais tempo com a gente.
Como elas são velhinhas, não conseguem rolar pelo chão ou correr. Mas não faz mal.
Elas levam-nos ao centro comercial e deixam-nos olhar as vitrinas até cansar.
Elas contam histórias de nosso pai ou nossa mãe quando eram pequenos
Passeiam connosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir o perfume.
Normalmente, as avós são gordinhas, mas, mesmo assim elas nos ajudam a calçar os sapatos.
Quase todas usam óculos e eu já vi uma tirando os dentes e as gengivas.
Quando a gente faz uma pergunta, a avó não diz: 'menino, não vê que estou ocupada!' Ela pára, pensa e responde de um jeito que a gente entende.
As avós sabem um bocado de coisas.
Quando elas lêem para nós, não pulam pedaços das histórias, nem se importam de ler a mesma história várias vezes.
Todo mundo devia tentar ter uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo para nós."

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