Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Numa terra bem distante
Lá mesmo no fim do mar
Há uma pessoa importante
Tão meiga que num instante
Nos atrai sem nos olhar!
Não sei o que irradia
O cibernético invento
Que nos prende dia a dia...
Cada vez mais nos vicia!
E consome nosso tempo!
Não creio que consiga
Transcrever para o papel
A amizade de uma amiga
Que detesta a intriga
E no Brasil se chama Mell !
O nome assenta-lhe bem !
A escrever é ternurenta !
Diz não enganar ninguém
E garante que também
Nunca foi ciumenta!
Esta Mell está para mim
Como o mel para as colmeias
Com uma abelha assim
Vamos “teclando” sem fim...
Dividimos o “stress” a meias!
Ainda há pouco tempo
Vivia além do Rio...
Atravessar em dias de vento
Era sempre um tormento
Cada viagem um calafrio.
Seria culpa do marinheiro
Do barco ou da ventania...
Em dias de nevoeiro
Nem todo o cacilheiro
O seu destino atingia
Um passageiro condenado
À navegação do dia a dia
Reclamava inconformado
Sentia-se prejudicado
Com o que sempre acontecia
Partiam ao mesmo tempo
Dois de cá, dois de Almada
O Mestre lutava atento
Contra a chuva contra o vento
Mas ao cais não aportava.
Mais exaltados que o habitual
Desabafam os passageiros:
Ainda dizem que Portugal
Foi país de marinheiros !!!
Será que a História não mente
Ao dizer que deste povo
Saiu a tal nobre gente
Que nos deu um mundo novo?
De que serviu tanta descoberta
Se só nos restam umas ilhas:
Uma delas... está Deserta!!!
Navegamos para parte incerta
Quando vamos a Cacilhas....
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.